CONHEÇA O PROJETO
O Projeto Marajó Resiliente é uma iniciativa dedicada a fortalecer a resiliência climática de agricultoras e de agricultores familiares e comunidades tradicionais no arquipélago do Marajó, no Pará.
Com atuação nos municípios de Cachoeira do Arari, Salvaterra e Soure, o projeto busca fortalecer as estratégias das comunidades locais para se adaptarem e prosperarem, combinando saberes ancestrais a soluções inovadoras e assistência técnica especializada.
Com atuação nos municípios de Cachoeira do Arari, Salvaterra e Soure, o projeto busca fortalecer as estratégias das comunidades locais para se adaptarem e prosperarem, combinando saberes ancestrais a soluções inovadoras e assistência técnica especializada.
O arquipélago do Marajó é especialmente sensível aos efeitos das mudanças climáticas, por sua localização geográfica. Em destaque os municípios atendidos pelo projeto, que estão próximos da costa marítima e são fortemente impactados por fenômenos como o aumento do nível do mar, marés lançantes mais intensas, períodos prolongados de seca e a salinização do solo. Esses fatores afetam diretamente as atividades produtivas, comprometendo a segurança alimentar e a renda das comunidades locais.
Desde sua construção, o projeto Marajó Resiliente tem o caráter colaborativo e participativo, envolvendo sujeitos locais em todo seu processo de construção. Ao longo de cinco anos de estudos e articulações, a proposta envolveu comunidades quilombolas, organizações locais e representantes do poder público, para atender às realidades locais, respeitando o conhecimento tradicional e fortalecendo práticas já existentes no território. Já na fase de implementação, o projeto conta com instâncias de participação e engajamento social, que tem como objetivo realizar o acompanhamento, a proposição de sugestões e o monitoramento. Além disso, há instâncias específicas para que temas relacionados às mulheres e aos povos quilombolas sejam discutidos, adequando as ações do projeto às suas especificidades.
A base do projeto está na implantação de sistemas agroflorestais (SAFs), prática que alia regeneração ambiental, produção diversificada de alimentos e geração de renda; acesso a programas de crédito rural e diversificação de renda, visando fortalecer a autonomia econômica de agricultoras e agricultores; na colaboração com governos locais, estaduais e federais buscando construir instrumentos de política pública para a governança climática e socioambiental.
Este projeto é realizado pela Fundación Avina, executado em colaboração com o Instituto Belterra e o Instituto Conexsus, com a implementação do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) e Angola Comunicação nos processos de comunicação, e financiado pelo Fundo Verde do Clima (Green Climate Fund – GCF)
Este projeto é realizado pela Fundación Avina, executado em colaboração com o Instituto Belterra e o Instituto Conexsus, com a implementação do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), World-Transforming Technologies, Apó Socioambiental e Angola Comunicação nos processos de comunicação, e financiado pelo Fundo Verde do Clima (Green Climate Fund – GCF) e Climate and Land Use Alliance (CLUA).

A Fundación Avina é uma organização filantrópica que atua a partir do sul global em parceria com diversas instituições para promover mudanças sistêmicas em temas como inovação democrática, ação climática e economia justa e regenerativa. Na Amazônia, a Avina vem trabalhando com iniciativas voltadas ao fortalecimento do bioma e ao desenvolvimento sustentável, sempre buscando soluções colaborativas.
No projeto Marajó Resiliente, a Avina é tanto a entidade acreditada junto ao FVC como é entidade executora. É responsável por coordenar as ações e articular as parcerias entre as organizações implementadoras, e também atua diretamente na implementação do componente de governança local, com o apoio do IEB. Como organização creditada junto ao Fundo Verde do Clima (GCF), a Avina foi a responsável pela submissão e aprovação do projeto e atua como elo entre o GCF e as instituições parceiras, assegurando que as metas e os recursos sejam direcionados de forma eficaz.
O Instituto Belterra é uma organização voltada à recuperação de áreas degradadas e à implementação de sistemas agroflorestais em larga escala no Brasil. Com expertise em restaurar áreas produtivas, o Instituto atua integrando comunidades locais e promovendo técnicas agrícolas sustentáveis que aliam conservação ambiental e geração de renda.
No projeto Marajó Resiliente, o Instituto Belterra é o responsável pela implementação dos sistemas agroflorestais (SAFs). As atividades incluem a formação de multiplicadoras e multiplicadores de saberes agroflorestais, assistência técnica às famílias beneficiárias e a instalação de unidades demonstrativas de SAFs, para chegar ao final do projeto totalizando 800 hectares de SAFs implantados. O Instituto também desenvolve materiais didáticos e conduz processos formativos para garantir a adaptação das práticas ao contexto local.
A Conexsus é uma organização que fomenta ecossistemas de impacto socioambiental em bases comunitárias. Com trabalho que busca conectar acesso a mercados, desenvolvimento de negócios sustentáveis e finanças de impacto, o Instituto promove a valorização de iniciativas locais alinhadas à conservação ambiental.
No projeto Marajó Resiliente, a Conexsus lidera o componente de acesso ao crédito e diversificação de renda, auxiliando famílias a acessar programas como o PRONAF – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, e promovendo a educação financeira para incentivar o uso sustentável dos recursos. A organização também apoia cooperativas e associações produtivas na busca por novos mercados, criando oportunidades de geração de renda enquanto valoriza práticas agrícolas sustentáveis e adaptativas.
O IEB é uma organização que trabalha na conexão entre educação, socioambientalismo e fortalecimento de comunidades tradicionais. Sua missão é fortalecer lideranças locais, apoiar comunidades e colaborar com instituições na defesa de territórios, na preservação ambiental e no desenvolvimento sustentável.
No projeto Marajó Resiliente, o IEB é responsável pelo componente de governança climática, atuando através de incidência direta com governos locais, incentivando o desenvolvimento de políticas públicas que favoreçam a resiliência climática e a adaptação das comunidades às mudanças do clima. Entre as ações no projeto, estão o diagnóstico de políticas públicas existentes, a realização de oficinas com tomadores de decisão e o incentivo ao diálogo entre comunidades e governos para promover ações conjuntas.
World-Transforming Technologies (WTT) é uma organização sem fins lucrativos criada em 2012 com a missão de promover a inovação para superar desafios da sociedade e do meio ambiente. Nossa Missão é promover transformações políticas e socioambientais por meio de ciência, tecnologia e inovação colaborativa.
No projeto Marajó Resiliente, a WTT é responsável por desenvolver e implementar a estratégia de gestão do conhecimento, incluindo a criação de uma plataforma digital para organizar e disseminar informações. As ações envolvem articulação com o sistema de monitoramento e avaliação, produção de dados e materiais gerados por instituições e famílias beneficiárias. O objetivo é compartilhar práticas e conhecimentos sobre Sistemas Agroflorestais Diversificados (SAFs) e adaptação climática, promovendo compreensão dos benefícios e acompanhando os impactos do projeto.
A Angola Comunicação impulsiona processos de mobilização social através de estratégias inovadoras de comunicação, contribuindo para o fortalecimento de causas e projetos que promovem transformação e impacto positivo. No projeto Marajó Resiliente a Angola Comunicação contribui com todos os processos de comunicação, desde o diagnóstico até o monitoramento, passando pela elaboração e produção de materiais de comunicação, processo de formação com juventudes e assessoria de comunicação.
Fundada no ano de 2018, a Apó Socioambiental é uma organização que atua na área socioambiental realizando ações para o fortalecimento das lutas e causas dos povos da Amazônia e para a consolidação e avanços em direitos e políticas públicas em territórios tradicionalmente ocupados. Realiza pesquisas e estudos antropológicos e vem firmando parcerias com comunidades e instituições para fortalecer a gestão dos territórios, visando a autonomia e a sustentabilidade ecológica e econômica das comunidades.
No projeto Marajó Resiliente a Apó é responsável pelo desenvolvimento do processo contínuo de Consulta e Consentimento Livre, Prévio e Informado junto às comunidades quilombolas do Marajó. Esse processo será constituído por meio de diversas ações que priorizam a construção coletiva do projeto e a valorização dos conhecimentos tradicionais e territorialidades específicas de cada comunidade.
O Fundo Verde do Clima (Green Climate Fund – GCF) é a maior iniciativa internacional de financiamento climático, criada em 2010 no âmbito da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Seu objetivo é apoiar países em desenvolvimento na implementação de ações que ajudem a reduzir emissões de gases de efeito estufa e a se adaptar aos impactos das mudanças climáticas.
Com sede na Coreia do Sul, o GCF já financiou mais de 240 projetos em 129 países, investindo recursos significativos para promover um desenvolvimento sustentável. No Brasil, o Fundo apoia iniciativas que combinam conservação ambiental, fortalecimento das comunidades locais e inovação para enfrentar os desafios climáticos. O GCF é financiador do Marajó Resiliente, viabilizando as ações do projeto e reforçando o compromisso de atuar nas regiões vulnerabilizadas, contribuindo para a construção de um futuro mais sustentável.
A Climate and Land Use Alliance (CLUA) é uma aliança colaborativa de fundações que compartilham a missão de potencializar o poder das pessoas e o papel das florestas na construção de um mundo mais justo e resiliente ao clima. Há mais de uma década, a CLUA atua com uma estratégia conjunta de apoio às florestas tropicais do mundo, reconhecendo seu papel essencial na regulação do clima, na conservação da biodiversidade e na garantia dos direitos das populações que nelas vivem.
A Aliança apoia organizações da sociedade civil que promovem ações coletivas para enfrentar as causas do desmatamento, transformando dinâmicas sociais, econômicas e políticas que ameaçam os direitos e o bem-estar das comunidades locais. Com atuação global e presença em países como Brasil, Indonésia, Colômbia, Peru, México e na América Central, a CLUA articula conhecimentos, recursos e redes para conservar e restaurar florestas tropicais, promovendo justiça socioambiental e resiliência climática. A CLUA é uma das financiadoras do Marajó Resiliente, fortalecendo ações no território que integram justiça climática, protagonismo comunitário e conservação ambiental, reafirmando seu compromisso com soluções transformadoras nas regiões mais vulnerabilizadas.