O Arquipélago do Marajó é o maior arquipélago fluviomarinho do mundo, situado no estado do Pará, na Amazônia brasileira. Composto por cerca de 3.000 ilhas e ilhotas, o Marajó é conhecido por sua biodiversidade, incluindo áreas de várzea, manguezais, campos naturais, praias e florestas.
É também território de comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas e outras comunidades tradicionais, que preservam saberes ancestrais sobre o manejo sustentável da terra e dos recursos naturais e historicamente praticam uma agricultura diversificada como estratégia de produção de alimentos e uso do território.
Entretanto, o Marajó também enfrenta grandes desafios. O modelo de desenvolvimento agrícola, centrado na monocultura e na exploração intensiva dos recursos naturais, resultou, ao longo dos anos, em desmatamento em larga escala, desestruturando os ecossistemas nativos. Esse contexto acirra conflitos agrários, sociais e econômicos que impactam diretamente as comunidades locais. Esse cenário torna o Marajó especialmente vulnerável aos impactos das mudanças climáticas, como aumento do nível do mar, salinização dos solos, os fortes ventos e alterações nos períodos de plantio e colheita.
É a partir deste contexto que o projeto Marajó Resiliente se constitui, buscando ferramentas de resiliência climática e adaptação aos efeitos do clima extremo, além de um olhar atento para as realidades socioeconômicas. Através da melhoria do manejo da terra, se alcançará uma melhor segurança alimentar e a diversificação da renda dos agricultores familiares.
Cachoeira do Arari guarda uma forte ligação com o rio que dá nome ao município, sendo o rio Arari um integrante da família para as comunidades. Se destaca pelas suas festas tradicionais e pela cultura das populações quilombolas e ribeirinhas. É um lugar de paisagens variadas, com várzeas, campos e florestas, onde a população vive em sinergia com a natureza.
Salvaterra, conhecida como a “Princesa do Marajó, é o município com o maior número de comunidades quilombolas do arquipélago. O território é formado por campos, florestas e manguezais, onde as comunidades tradicionais mantêm as tradições de cultivo e práticas comunitárias centradas nos saberes ancestrais.
Salvaterra, conhecida como a “Princesa do Marajó, é o município com o maior número de comunidades quilombolas do arquipélago. O território é formado por campos, florestas e manguezais, onde as comunidades tradicionais mantêm as tradições de cultivo e práticas comunitárias centradas nos saberes ancestrais.
Soure é conhecida como a “capital do Marajó,” e é famosa por suas praias, que atraem visitantes e refletem as paisagens únicas do arquipélago. O município é também um centro de produção artesanal, especialmente com o couro de búfalo, que faz parte do dia a dia das comunidades. Além disso, Soure é marcada pela presença de ribeirinhos e famílias agricultoras que mantêm vivas as tradições da pesca, do extrativismo e do cultivo da terra.