Agricultores e agricultoras familiares dos municípios de Cachoeira do Arari, Salvaterra e Soure, no arquipélago do Marajó, já podem se inscrever para participar da próxima etapa do projeto Marajó Resiliente, que vai apoiar a implantação ou melhoria de Sistemas Agroflorestais (SAFs) em áreas produtivas da região. As inscrições estão
abertas até o dia 31 de junho.
A iniciativa visa fortalecer práticas produtivas sustentáveis e adaptadas às mudanças climáticas, promovendo segurança alimentar, geração de renda e conservação ambiental. Os SAFs integram o cultivo de alimentos com espécies florestais, fortalecendo a biodiversidade e melhorando a qualidade do solo.
Podem se inscrever:
- Agricultores e agricultoras familiares ou quilombolas de Cachoeira do Arari,
Salvaterra e Soure; - Pessoas com cadastro ativo no CadÚnico;
- Quem possui área de plantio ou área em pousio de até 2 hectares;
- Quem tem disponibilidade para participar das atividades de implantação dos
sistemas; - Proprietários ou responsáveis por áreas livres de conflitos com comunidades
tradicionais. - Também serão aceitas candidaturas coletivas, desde que os terrenos sejam
contíguos (vizinhos) e a soma total da área não ultrapasse 2 hectares.
As inscrições devem ser feitas através dos números (91) 98526-5372 ou (91) 98422-
3238, via ligação, Whatsapp ou SMS, para agendar uma visita com a equipe técnica do
projeto.
As pessoas selecionadas receberão suporte técnico para a implantação dos sistemas
agroflorestais e farão parte de um processo formativo voltado à agroecologia e à
adaptação climática.
O Marajó Resiliente é uma realização da Fundación Avina, com execução do Instituto
Conexões Sustentáveis(Conexsus), Instituto Belterra, e em parceria com o Instituto
Internacional de Educação do Brasil (IEB), World-Transforming Technologies (WTT),
Apó Socioambiental, apoio de comunicação da Angola Comunicação e financiamento
do Fundo Verde para o Clima. O projeto busca fortalecer a resiliência das comunidades
marajoaras diante das mudanças do clima, aliando saberes tradicionais, justiça
climática e inovação social.

